Médico receitou secador de cabelo'
A saúde de Guabiruba foi criticada pelos vereadores de oposição na sessão ordinária da câmara Municipal de terça-feira (22). Primeiro, o vereador Valentin Kohler falou de um caso que aconteceu na policlínica, onde um médico teria colocado no receituário de uma paciente para que ela usasse secador de cabelos.
Segundo ele, um médico consultou uma paciente no final de semana, na policlínica, de mau humor. Em seguida, prescreveu a receita. No fim constava um secador de cabelos.
"No meu ponto de vista, isso é inadmissível para um profissional da área da Saúde. De fato, no sábado, pela enfermidade, não lavou o cabelo (a paciente). E, no domingo, por falta de energia na residência dela, também não lavou o cabelo e foi consultar. A mãe da paciente explicou que não era um cabelo molhado, mas sim oleoso.
Após a consulta, o médico conduziu a paciente e a mãe até o balcão de atendimento, onde perante as enfermeiras, fez a menção do que ele prescreveu por ultimo. Entendo que faltou ética profissional por parte do médico", resumiu o vereador.
Depois foi a vez de Cristiano Kormann falar sobre como está sendo feita a distribuição de remédios no município.
"Três pessoas vieram conversar comigo, para falar sobre o sistema burocrático de distribuição de remédios contínuos. que está sendo dificultado. Um dos casos é de uma criança que é diabética e o remédio era fornecido pela secretaria de Saúde. Com o atestado médico, assinado por uma médica de Blumenau, que não tem nenhum convênio. E, hoje, não se aceita mais o atestado médico dessa especialista. Agora, estão pedindo para os pais fazerem uma consulta com um médico do município, porque a família teria que ter um atestado de médico do SUS", explicou Cristiano.
A família do paciente entrou com uma ação na Justiça para ter garantia do fornecimento do remédio.
A secretária de Saúde de Guabiruba, Valquiria Kohler, disse que já falou com o médico que receitou o secador de cabelos. Segundo ela, o médico justificou afirmando que foi uma "conduta médica".
"Conduta médica, hoje, não se questiona. Quando o medico prescreve é por que realmente houve necessidade", enfatizou a secretária, afirmando ainda que o médico relatou que a garota estava com os cabelos molhado, por isso a necessidade de secar os cabelos.
Quanto ao paciente que entrou na Justiça para ter direito ao medicamento, Valquiria explicou que o ministério da Saúde não permite mais o atendimento de médicos particulares pelo SUS.
"O ministério da Saúde é bem claro: a primeira porta de entrada tem que ser na unidade de saúde do SUS. Se o paciente vai ao médico particular, a secretaria de Saúde não tem obrigação nenhuma de atender a esse paciente. Mas, até então nós estávamos atendendo, porque não havia nenhuma cobrança.
A partir do momento que recebemos a notificação do ministério da Saúde, exigindo que os pacientes precisam entrar nas unidades de saúde atendidas pelo SUS, começamos a proceder dessa forma. Isso não é exigência do município, mas sim do ministério da Saúde", explicou a secretária Valquíria.


